"Uma época de magia aparente." É assim, com essa frase na tela, que Christopher Nolan dá início à sua versão hiperbólica para "Odisseia", poema atribuído a Homero e tido como um dos textos basilares da cultura ocidental. Pela primeira vez, ele ganha as telas em formato de blockbuster, com todas as benesses que um cineasta recém-laureado com o Oscar poderia querer.

Numa Hollywood que cada vez mais aperta os cintos orçamentários, escolhendo onde filmar com uma frieza pragmática e substituindo cenários e adereços por telas verdes, o filme de Nolan parece mesmo fruto de magia.

Com seu orçamento avaliado em US$ 250 milhões, cerca de R$ 1,3 bilhão, "A Odisseia" teve cenas filmadas em seis países –Grécia, Marrocos, Itália, Islândia, Escócia e Estados Unidos–, viu seus prédios e objetos de cena serem construídos do zero e foi capturado por uma câmera desenvolvida especialmente para o projeto, o primeiro filmado inteiramente em Imax.

Figurantes e criaturas da mitologia grega também estavam fisicamente presentes, em vez de terem sido geradas por computação gráfica, e o elenco protagonista reuniu alguns dos nomes mais bem pagos da indústria, como Matt Damon, Anne Hathaway, Tom Holland, Zendaya, Robert Pattinson, Lupita Nyong’o e Charlize Theron.