PUBLICIDADE Nova versão chega aos cinemas na quinta-feira (16), com imagens em alta resolução e um elenco comandado por Matt Damon e Anne Hathaway 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Matt Damon em cena de 'A Odisseia', de Christopher Nolan — Foto: Divulgação / Universal Pictures RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você O novo filme de Christopher Nolan, com orçamento de US$ 250 milhões, é o primeiro longa da história rodado inteiramente em película Imax. A obra milenar de Homero também inspirou produções brasileiras, como o filme "Ulisses" (2024), ambientado no centro de São Paulo, e a série "Amores roubados" (2014), estrelada por Cauã Reymond. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Quase 3 mil anos separam a origem do poema “Odisseia”, atribuído tradicionalmente a Homero, do lançamento de sua mais nova adaptação cinematográfica. Dirigido por Christopher Nolan, em seu primeiro projeto após conquistar o Oscar de melhor filme e melhor direção por “Oppenheimer” (2023), o filme chega aos cinemas na quinta-feira prometendo um retrato “épico” e “de tirar o fôlego”, segundo as primeiras reações da imprensa americana. Com orçamento estimado em US$ 250 milhões (ou R$ 1,286 bilhão), “A Odisseia” é visto como um dos mais ambiciosos projetos cinematográficos de todos os tempos. Ao mesmo tempo em que busca remeter a clássicos da Era de Ouro de Hollywood, como “Lawrence da Arábia” (1962), Nolan precisa alcançar números de filmes de super-heróis para conseguir se pagar. O desafio não parece assustar o cineasta que acumula US$ 6,6 bilhões nas bilheterias somadas de seus 12 longas. A trama acompanha Odisseu (Matt Damon) em sua jornada para voltar para casa após a Guerra de Troia. No caminho, ele precisa enfrentar criaturas míticas e a ira dos deuses, enquanto sua esposa, Penélope (Anne Hathaway), aguarda seu retorno. Também estão no elenco Tom Holland (no papel do filho Telêmaco), Zendaya (como Atena, a deusa que protege o protagonista), Mia Goth (intérprete da criada Melanto), Robert Pattinson (que encarna Antínoo, líder dos pretendentes de Penélope), Charlize Theron (que vive Calipso, a ninfa que retém Odisseu na volta à Ítaca), Lupita Nyong’o (cuja escolha para viver as irmãs gregas Helena de Troia e Clitemnestra gerou críticas até do bilionário Elon Musk), John Leguizamo (o criador de porcos Eumeu) e Himesh Patel (Euríloco, imediato de Odisseu). Cena de "A Odisseia", de Christopher Nolan — Foto: Divulgação / Universal Pictures “Você está sempre buscando por coisas que não foram feitas antes. A mitologia grega é algo a que estamos familiarizados desde crianças, mas que nunca havia sido adaptado em uma grande escala, como um grande filme de estúdio. É uma das grandes histórias de aventura de todos os tempos e queria fazer justiça a ela”, disse Nolan em entrevista ao The Late Show com Stephen Colbert, no mês passado, quando comparou os heróis gregos do passado aos super-heróis da DC e da Marvel nos quadrinhos: “Os heróis gregos são os super-heróis originais. Muitas HQs são diretamente inspiradas nos épicos de Homero. Este desejo de sentir que deuses podem andar no meio de nós está expressa hoje nas histórias em quadrinhos” (não à toa, Stan Lee, o criador dos principais heróis da Marvel, como o Homem-Aranha, veio a ser conhecido como “Homero dos quadrinhos”). “A Odisseia” é o primeiro longa rodado inteiramente em filme Imax. Cada frame conta com resolução três vezes superior a uma gravação digital. A câmera precisa ser recarregada com novos filmes a cada dois minutos e meio. Notícias dos bastidores dão conta de que Nolan usou 600 km de película durante os seis meses de filmagens. Matt Damon e Zendaya em cena de " A odisseia" — Foto: Melinda Sue Gordon/Universal Pictures Ao longo das décadas, algumas adaptações de “Odisseia” chegaram aos cinemas, além de muitas obras inspiradas no clássico. Considerado um dos pais do cinema de ficção, Georges Méliès inspirou-se em dois momentos do poema para “A ilha misteriosa” (1905). O curta traz o próprio Méliès no papel de Odisseu. Outra versão importante do início do século XX foi “L’Odissea” (1911), marco do cinema mudo italiano, e uma das mais conhecidas foi “Ulisses” (1954), dirigido por Mario Camerini e estrelado por Kirk Douglas, Silvana Mangano e Anthony Quinn. Em “E aí, meu irmão, cadê você?” (2000), os irmãos Joel e Ethan Coen se inspiraram na obra de Homero para contar a história de três prisioneiros que enfrentam vários desafios ao tentar voltar para casa. Outras obras optaram por adaptar trechos presentes em “A Odisseia”. Este é o caso de “Helena de Tróia” (1956), dirigido por Robert Wise e Raoul Walsh, e “Tróia” (2004), estrelado por Brad Pitt. O cinema nacional também já se inspirou na “Odisseia”. Em “Ulisses” (2024), o diretor Cristiano Burlan traz para o Centro de São Paulo a trama nascida na Grécia Antiga. — A força de “Odisseia” está no fato de que ela nunca deixou de falar sobre o presente. O retorno para casa continua um gesto épico quando se vive em uma cidade como São Paulo. Sair de casa e conseguir voltar vivo já é, por si só, uma travessia. Foi essa percepção que me aproximou de Homero: não a aventura mítica, mas a condição de alguém que atravessa um território hostil tentando preservar alguma humanidade — destaca Burlan. Cena de "Ulisses" (2024), de Cristiano Burlan — Foto: Divulgação / Marina de Almeida Prado O autor e roteirista George Moura aponta que “Odisseia” será “sempre um ponto de inspiração”. — Leandro, personagem de Cauã Reymond na série “Amores roubados” (2014), tem uma certa dose desta jornada. Ele volta para casa, no Sertão de Pernambuco, para se enredar em paixões que o levam a um destino trágico — lembra o criador da série da Globo disponível no Globoplay. — A volta para casa de um homem que sobreviveu a uma guerra é uma situação muito rica dramaturgicamente. Ela possibilita falar de atos heroicos, da saudade da família e dos percalços de uma viagem. Esses temas são universais e atemporais.