[RESUMO] O autor argumenta que "A Odisseia", de Christopher Nolan, divide crítica e público, mas constrói uma experiência cinematográfica poderosa ao recriar a Grécia Antiga, um universo que cada espectador imagina de uma maneira diferente. O texto analisa as escolhas do filme, que coloca monstros, deuses e dilemas épicos no centro das conversas.
O cinema está na rua. Todo mundo está discutindo "A Odisseia", de Christopher Nolan. Massacrado por parte da crítica e amado pelo público que lota as salas. O filme é pior do que o livro? Por que o filme omitiu o final real? Por que não mostrou o Ninguém do Ciclope?
Quando gostamos muito de um livro, ao vermos sua adaptação para o cinema, é normal ficarmos decepcionados, porque cada um imaginou a história à sua maneira. Toda adaptação de um texto antigo fala tanto sobre a época em que foi produzida quanto sobre a obra original, fazendo do produto um mix da história e do nosso olhar.
Mas tanto a história em si quanto o cinema viraram assunto de botequim e isso é uma boa conquista, no meio de tantas bobagens que entopem as redes sociais. Neste momento árduo do mundo, precisamos de cinema, histórias e arte. Platão dizia que Homero, o autor, foi o educador de toda a Grécia.












