Proposta permite que agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias possam se aposentar mais cedo do que a regra geral 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ministro da Fazenda, Dario Durigan — Foto: Fabiano Rocha/Agência O GLOBO RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/07/2026 - 18:58 Governo ameaça STF caso PEC de aposentadoria especial avance sem compensação financeira O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que o governo federal poderá recorrer ao STF caso a PEC que propõe aposentadoria especial para agentes de saúde não inclua uma compensação financeira. O impacto fiscal da medida é de R$ 27 bilhões, conforme o Ministério da Previdência. A proposta, ainda sem compensação, permite aposentadoria antecipada para agentes comunitários e de endemias. O governo busca garantir equilíbrio fiscal, e Durigan tem enfatizado aos líderes do Congresso a necessidade de evitar aprovações de pautas com grandes impactos financeiros sem fontes de receita definidas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira que o governo federal pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso a proposta de emenda à Constituição (PEC) que cria a aposentadoria especial para os agentes da saúde não tenha compensação, dado o forte impacto fiscal da medida, de R$ 27 bilhões, segundo os cálculos do Ministério da Previdência. – A gente vai avaliar. Se não estiver apontando fonte de receita, descumprindo a jurisprudência do Supremo, é provável que o governo vá ao Supremo – afirmou Durigan. O titular da equipe econômica falou antes da proposta ser aprovada turno no Senado Federal. O texto, agora, será promulgado, A PEC, até o momento, não tem medida de compensação. – A Constituição sempre previu que quando você cria um benefício previdenciário é preciso ter indicação de fonte de receita. É preciso ver o que o Congresso vai aprovar nesse sentido, e as medidas judiciais podem ser avaliadas sempre, para que a gente respeite o equilíbrio fiscal – disse Durigan na noite desta terça-feira, antes da votação. O ministro afirmou ainda que tem reiterado aos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), respectivamente, o pedido para que pautas com alto impacto fiscal não sejam aprovadas pelo Legislativo. – Eu tenho falado com o Davi e com o Hugo e reiterado os meus pedidos, com o compromisso com o futuro do país, para que a gente não comprometa equilíbrio com esse tipo de medida de alto impacto fiscal – disse Durigan. A proposta permite que agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias possam se aposentar mais cedo do que a regra geral – aos 57 anos, no caso de mulheres, e aos 60 anos, para homens, desde que comprovem 25 anos de contribuição e de efetivo exercício na atividade profissional. Há regras de transição, que começam com idade mínima de 50 para mulheres e 52 para homens. Além disso, a proposta aprovada dá direito à paridade, mesmo reajuste dos ativos, e à integralidade, último salário da carreira. Esses dois princípios acabaram há 23 anos no serviço público e nunca existiram no INSS. A PEC também contempla agentes indígenas de saneamento e aos agentes indígenas de saúde. A votação no plenário do Senado nesta terça-feira ocorreu após a PEC seguir a tramitação normal na Casa por determinação do presidente Davi Alcolumbre (União-AP). Regimentalmente uma PEC necessita de cinco sessões de discussão antes de ter seu mérito votado, mas muitas vezes esse caminho é encurtado com a aprovação de requerimentos que aceleram a medida. A quinta e última sessão aconteceu nesta terça, abrindo caminho para que a PEC fosse votada em seguida.
Governo pode ir ao STF se PEC da aposentadoria especial para agentes de saúde não tiver compensação, diz ministro da Fazenda
Proposta permite que agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias possam se aposentar mais cedo do que a regra geral















