Em 2007, ainda lidando com a reestruturação de sua dívida, o Grupo Globo disse "não" ao Comitê Olímpico Internacional e abriu mão da transmissão dos Jogos de 2012, em Londres. O maior concorrente era a Record, que pagou pelos direitos um valor "dez vezes maior" que o pago em Olimpíadas anteriores, segundo Willy Haas, então diretor da Central Globo de Comercialização.

Como conta o jornalista Ernesto Rodrigues no volume que encerra sua trilogia sobre os primeiros 60 anos da empresa, intitulado "Metamorfose", o baque causado por aquela decisão foi atenuado por dois fatores. A Globo "costurou por fora", com reportagens e fragmentos das competições. E o COI, segundo o autor, teria se decepcionado com a cobertura da Record.

A dura derrota em 2012 levou a Globo, em dezembro de 2015, a assegurar a compra dos direitos dos Jogos Olímpicos de 2020 até 2032.

Em maio daquele 2015, havia estourado o "Fifagate", um esquema de corrupção que levou ao indiciamento de mais de 30 pessoas, incluindo dois ex-presidentes da CBF. Cinco meses depois, Marcelo Campos Pinto, o principal executivo da Globo na negociação de direitos esportivos, foi afastado da empresa.

Em 2020, lidando com queda de receitas, por causa da pandemia, e os altos investimentos no Globoplay, que posteriormente avaliou terem sido mal dimensionados, a Globo entrou na Justiça para rever seu contrato com a Fifa. Em 2022, concordou em renunciar à exclusividade da transmissão digital e comprou os direitos de apenas metade das partidas da Copa de 2026.