Corte foi estabelecida em 2002 pela comunidade internacional com jurisdição sobre crimes de guerra como os de genocídio e contra a humanidade Governo Trump apoiou sanções contra autoridades da Corte Internacional de Justiça — Foto: Aaron Schwartz/CNP/Bloomberg O governo Trump está lançando uma iniciativa para desmantelar o que considera uma ameaça à soberania dos EUA pela Corte Internacional de Justiça (CIJ), disse um integrante do Departamento de Estado. O presidente Donald Trump e autoridades anteriores, como o ex-presidente George W. Bush, há muito tempo consideram que a Corte Internacional de Justiça não tem autoridade para investigar e acusar americanos, em especial os militares. Neste ano, a Reuters revelou que o governo Trump apoiou sanções contra autoridades da Corte Internacional de Justiça, em parte para impedir iniciativas futuras que responsabilizem o presidente ou integrantes do governo quanto a ações militares dos EUA no exterior. Sob condição de anonimato, a fonte do Departamento de Estado disse haver uma ampla variedade de opções sob consideração para atingir a Corte, entre as quais restrições a viagem, revogações de vistos, e outras sanções mais restritivas tanto à Corte Internacional de Justiça como a organizações afiliadas. Outra via possível é a pressão diplomática dos EUA para que países deixem de integrar a Corte, estabelecida em 2002 pela comunidade internacional com jurisdição sobre crimes de guerra como os de genocídio e contra a humanidade. A jurisdição só existe de fato se o país-membro não investigar, seja por incapacidade ou falta de disposição. Os EUA nunca integraram a Corte Internacional de Justiça. No mês passado, três juízes da Corte Internacional de Justiça processaram Trump e o governo americano por sanções que lhes foram impostas em 2025, alegando que as medidas são ilegais. A fonte ouvida pela Reuters disse nesta segunda-feira (13) que o secretário de Estado, Marco Rubio, e outras autoridades estão pressionando outros países como parte de uma campanha diplomática para “isolar” a Corte e impedir que atinja cidadãos americanos.