Lionel Messi perdeu dois pênaltis neste Mundial. Mbappé também desperdiçou um. Desde a Copa de 2014, o índice de conversão de pênaltis vem caindo, mostra levantamento da Opta. Hoje está em 66%; era 78%.
Mais dados e uma teoria econômica, a teoria dos jogos, podem explicar esse movimento.
Por décadas, a vantagem do batedor era enorme. Bola parada, perto do gol, apenas o goleiro pela frente.
As condições se mantêm, mas mudou a quantidade de jogos televisionados e a possibilidade de estudar os batedores. Então doutorando na Universidade de Chicago nos anos 1990, o espanhol Ignacio Palacios-Huerta tirou proveito disso e passou a catalogar milhares de pênaltis batidos em campeonatos ao redor do mundo (sua mãe o ajudou, enviando para ele fitas de jogos da Europa).
O estudo teve resultado prático e teórico. O prático foi que o pesquisador passou a ser ouvido por times para ajudar a melhorar o desempenho dos jogadores nas cobranças.










