A fase de grupos terminou com média de 2,99 gols por partida, a maior nessa etapa desde 1986, quando o formato atual surgiu. Qual a explicação?
A mais óbvia é o tamanho do torneio. Com 48 seleções em vez de 32, há mais jogos entre fortes e fracos, nos quais goleadas ocorrem. O ranking da Fifa, que ordena as seleções da mais forte para a mais fraca, permite medir o desnível de cada jogo e comparar 2026 com as Copas anteriores.
Em um primeiro momento, a tese se mostra promissora. Os confrontos desiguais, entre times separados por 40 posições ou mais, aumentaram. Eram 13% dos jogos, agora são 30%. São também os de mais gols, 3 por jogo entre 2014 e 2022; 3,3 agora. Mas o aumento de gols não ficou nestes. Mesmo entre seleções de força parecida (até 15 posições de distância), a média subiu de 2,3 para 2,7.
A segunda suspeita é que os times estejam criando chances melhores. Para medir isso existe o xG, ou "gols esperados": uma estatística que avalia a qualidade de cada finalização, não só a quantidade. Ela dá a cada chute uma nota, entre 0 e 1, que representa a chance de virar gol dependendo de onde ele saiu. Um chute na frente do gol, dentro da pequena área, vale perto de 1; um longe, com pouco ângulo, vale perto de 0. Somando as notas de todos os chutes de um time, chega-se ao xG da partida: quantos gols aquele time "deveria" ter feito dada a qualidade das chances que criou.












