A Copa do Mundo em três países é a primeira em 68 anos com média de gols superior a três por partida. Isso não acontecia desde 1958. Naquela edição, na Suécia, foram 3,60. Agora, 3,09.

O índice pode estar sendo impulsionado pelas novas determinações da Fifa, como a contagem dos segundos para cobranças de tiros de meta, laterais e escanteios.

Arsène Wenger, francês, ex-técnico do Arsenal, hoje diretor do Departamento de Desenvolvimento Global do Futebol da Fifa, tem uma frase de impacto a respeito do que precisa mudar no esporte: "Se um torcedor paga para assistir noventa minutos de jogo, precisa ver noventa minutos de jogo".

A carta de intenções se materializa de modo a ter produzido impressões em analistas internacionais, como Michael Fox, do jornal The New York Times: "No terrible games!", escreveu no The Athletic, braço esportivo do diário de Nova York, dizendo que não há jogos ruins nesta Copa.Então o futebol está vencendo a guerra.

Sim, nestes primeiros dez dias de Copa, até se falou da antiga bandeira iraniana aberta no estádio de Los Angeles. A seleção do Irã permaneceu em campo, a comemoração dos gols teve protesto pacífico e as conversas foram mais sobre os lances de efeito do que sobre as questões políticas.