Com a eliminação na Copa do Mundo, o Brasil assegura que o jejum rumo ao hexacampeonato chegará a, no mínimo, 28 anos, contados desde o penta de 2002. Messi é o maior artilheiro da história das Copas, embora não em termos relativos, e também quem mais desperdiçou pênaltis no torneio; Cristiano Ronaldo, por sua vez, marcou nas seis edições que disputou. E, para completar, ninguém havia vencido um jogo de mata-mata depois de estar perdendo, até a Argentina desbancar mais uma dessas "estatísticas".
Chama a atenção o fascínio demonstrado nas transmissões dos jogos de futebol por colecionar peculiaridades numéricas como se fossem prodígios, sinais de algo relevante. Segundo o meu entendimento, não são. Em geral, se admite a ideia de que o acúmulo de dados sugere a equação "mais dados = mais informação". Também aqui, porém, uma reflexão mais cuidadosa revelará que a ideia não é verdadeira. Dados são ruidosos, repetitivos e, com frequência, pouco informativos.Isso não significa que estudar o desempenho das seleções seja inútil. A estatística oferece técnicas para lidar com a heterogeneidade e com a dependência temporal e espacial dos dados. É isso que ajuda a explicar, ou a prever, as consequências de uma decisão e, portanto, a orientar quem decide em momentos estratégicos.







