Levantamento da OPTA mostra que a taxa de conversão de pênaltis caiu desde 2014 e zagueiros são os que mais desperdiçam cobranças 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Messi perdeu seu quarto pênalti em Copas do Mundo diante do Egito, na última terça-feira — Foto: Elsa/Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/07/2026 - 15:20 Copa 2026: Conversão de Pênaltis Cai ao Menor Nível desde 1990 A Copa do Mundo 2026 registra a pior taxa de conversão de pênaltis desde 1990, com apenas 66,1% de acerto. Segundo a OPTA, a tendência de queda começou em 2014, com zagueiros liderando os erros. Em destaque, França com 100% de aproveitamento nas cobranças e Marrocos com 60%. A taxa de sucesso em pênaltis é a menor desde 1990, com apenas 5 de 11 tentativas convertidas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Copa do Mundo de 2026 consolidou uma tendência: converter pênaltis nunca foi tão difícil no principal torneio futebolístico do planeta. Até o momento, apenas 66,1% das cobranças foram convertidas — incluindo as disputadas durante as decisões por pênaltis —, o menor índice registrado desde 1990. Ao todo, 20 das 59 cobranças realizadas no torneio terminaram em erro, seja por defesas dos goleiros, bolas na trave ou finalizações para fora. De acordo com levantamento de dados do site Opta Analyst, desde a Copa de 2014, a taxa de conversão de pênaltis vem caindo. O contraste em relação aos Mundiais de 1966 e 1970, por exemplo, é grande: dos 13 pênaltis marcados durante os torneios, todos foram convertidos. Zagueiros lideram lista de erros nas disputas por pênaltis Os problemas nas cobranças ficam ainda mais evidentes quando se observa o desempenho dos defensores. Na partida entre Suíça e Colômbia, válida pelas oitavas de final, três dos dez pênaltis foram disperdiçados. Duas das cobranças perdidas vieram de defensores: no lado colombiano, Davinson Sánchez perdeu a sua oportunidade e, no lado suíço, Manuel Akanji desperdiçou a sua chance. Eles se juntam a uma lista de zagueiros que também falharam nas penalidades desta Copa, como Harry Souttar e Lucas Herrington, da Austrália, Jonathan Tah, da Alemanha e Fabián Balbuena, do Paraguai. Neste Mundial, apenas apenas cinco das 11 cobranças realizadas balançaram as redes, um aproveitamento de 45,4% — o pior entre todas as posições em campo. O histórico dos Mundiais mostra que essa dificuldade não é exclusiva da atual edição. Considerando todas as disputas por pênaltis em Copas do Mundo, os defensores apresentam o menor índice de conversão entre os jogadores de linha, com aproveitamento de 62%. Os atacantes lideram o ranking, convertendo 73,2% das cobranças. França e Marrocos chegam às quartas com retrospectos opostos nas cobranças O duelo desta quinta-feira, pelas quartas de final, coloca frente a frente duas seleções que viveram experiências bastante diferentes nas penalidades ao longo da Copa. A França manteve 100% de aproveitamento nas cobranças que teve a seu favor. A única até aqui foi convertida por Kylian Mbappé, que garantiu a vitória por 1 a 0 sobre o Paraguai nas oitavas de final. Marrocos, por sua vez, já passou pelo teste mais dramático possível. Na decisão por pênaltis contra a Holanda, na fase de 32 avos de final, os marroquinos avançaram por 3 a 2, mas também desperdiçaram cobranças durante a disputa. A seleção africana converteu três das cinco penalidades que bateu, encerrando a série com um aproveitamento de 60%, abaixo da média geral registrada nesta Copa (66,1%).