Nos quadros de resumo das partidas, sempre aparece o "% de posse de bola" de cada seleção. Pode dar a impressão de que quanto maior o número, melhor o time jogou. Mas isso está longe de ser verdade. E o Brasil pode até se beneficiar dessa realidade.
Entre as dez seleções com mais chances de título segundo o modelo da Opta (França, Argentina, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Brasil, Portugal, Estados Unidos, Noruega e Holanda), o Brasil teve a segunda menor posse de bola na estreia, com 51,4% no empate com Marrocos, à frente só da Argentina (47,8%).
No segundo jogo, diante de um frágil Haiti, a posse subiu para 56,7%. Não é tanto se compararmos, por exemplo, com a Alemanha, que chegou a 64,6% contra Curaçao (83° no ranking da Fifa, próximo ao Haiti, 87°). Os alemães venceram por 7 a 1.
Mas a própria Copa vai relativizando a importância da posse de bola. Portugal teve 75,4% contra a RD Congo e não saiu do empate em 1 a 1. A Espanha, com 74,3% diante de Cabo Verde, nem conseguiu marcar.
Se a Alemanha goleou com posse de bola acima de 60%, a França encantou contra Senegal com apenas 53,4%. Outra que brilhou, a Inglaterra teve 51,7% (mas, justiça seja feita, o adversário era a Croácia, num embate mais difícil de manter uma grande posse).










