O que será lembrado da Copa de 2026 daqui a 60 ou 80 anos? A genialidade, os gols e a abnegação de Messi em idade provecta para o futebol? As arrancadas potentes de Mbappé? A infalibilidade tranquila de Haaland? O ocaso de Cristiano e do Menino N?

Tratando-se de um evento com o impacto midiático que tem, é possível que nada disso seja perdido lá na frente, especialmente nestes tempos em que empresas concorrem para gerar tráfego e visualização de marcas, a fim de que as IAs as percebam e as perenizem.

Assim mesmo, tendo a achar que a grande imagem deste Mundial no futuro será a tabelinha Trump-Infantino na inédita suspensão da suspensão da pena do atacante estadunidense Balogun, "um de nossos melhores jogadores", na justificativa de Trump.

Pela enorme atenção que atraem, Copas e Olimpíadas não estão imunes ao jogo jogado fora das literais quatro linhas na formação da memória futura e do imaginário coletivo. O massacre terrorista que vitimou 11 israelenses em Munique-72 e os punhos erguidos à Panteras Negras no pódio dos 200 metros em México-68 são lembranças vívidas daquelas duas Olimpíadas.

Sim, houve Nadia Comaneci em Montreal-76 a preceder o boicote liderado pelos Estados Unidos e a lágrima do ursinho Misha em Moscou-80.