Em países que já se despediram da Copa, a cobertura avança para temas como a política e para quem torcer 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Reprodução da primeira página do diário Olé, da Argentina, de 8 de julho de 2026 — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 08/07/2026 - 22:39 Imprensa Global Foca em Política e Futuros Esportivos Pós-Copa Na ausência de jogos da Copa, a imprensa global volta atenções para política e futuros esportivos. Após o jogo Argentina x Egito, a mídia diverge: Olé celebra Messi, enquanto Yallora critica a arbitragem. No campo político, o técnico egípcio destaca a causa palestina, e a imprensa belga critica decisões da Fifa. Em Portugal, há expectativa sobre Jorge Jesus na seleção. A paixão por Brasil e Argentina ecoa em Bangladesh, e Marrocos emerge como esperança africana na competição. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO No primeiro dia sem jogos desta Copa, vocês da imprensa pelo mundo já estão definitivamente divididos entre quem fica e quem volta para casa. O grande jogo da véspera, entre Argentina e Egito, nem parecia o mesmo em cada país, a julgar pelas manchetes. O Olé trazia mais um de seus trocadilhos, “Faragônico”, sobre uma foto de página inteira de Messi sendo jogado para cima pelos companheiros. No subtítulo, uma declaração do camisa 10, se dizendo orgulhoso de seus companheiros, e nenhuma menção à arbitragem. Enquanto isso, o Yallora, do Cairo, chamava de “injustas e tendenciosas” as decisões do árbitro francês François Letexier, com destaque para as reclamações de Zico, que prometeu não ver mais nenhuma partida da competição, e de Hossam Hassan. O treinador foi destaque também na Palestina, onde foi elogiado por sua atitude de repetir o pedido de liberdade para o território ocupado (em entrevista após a eliminação, ele associou as decisões da arbitragem ao fato de ter erguido uma bandeira do país). O Centro de Informações Palestino defendeu Hassan, afirmando tratar-se de uma causa humanitária, e não política. Outros veículos criticaram o descaso da imprensa internacional com a região durante a Copa. Um bombardeio israelense em Gaza matou quatro pessoas pouco antes de Egito x Argentina. A mistura entre política e futebol também chegou à imprensa belga, que tratou como “cenário de guerra” a suspensão do cartão vermelho de Balogun. A frase do treinador Rudi Garcia, que chamou o 5 de julho de “primeiro de abril da Fifa”, foi destacada em vários veículos antes da partida contra os Estados Unidos. Depois, o tom era de deboche: “Tudo isso por isso?”, perguntou o La Presse. A diferença, nesse caso, é que a decisão foi criticada também no país favorecido. “O sonho americano não morreu. Foi revertido”, estampou o The Athletic, responsável pela cobertura esportiva do New York Times. E o Washington Post publicou editorial com o título “A ligação de Trump para a Fifa foi injusta com os fãs de futebol dos EUA.” Para quem não está mais na Copa, é hora de pensar no futuro. Em Portugal, A Bola cravou a contratação de Jorge Jesus para substituir Roberto Martínez no comando da seleção nacional, e o Record publicou uma carta de apoio ao treinador. Ontem, a cobertura já avançava para os termos do contrato: até 2030, com salários brutos equivalentes a R$ 23,5 milhões por ano (um terço do que recebia em seu último clube, o Al-Nassr) e pelo menos cinco membros de sua comissão técnica. Mesmo quem não teve sua própria seleção representada na Copa foi afetado pela definição dos classificados para as quartas de final. A paixão de Bangladesh por Brasil e Argentina, por exemplo, chamou a atenção de jornais da Inglaterra – que pode fazer uma semifinal contra o time de Messi. O Independent publicou reportagem sobre a rivalidade sul-americana que divide vizinhos e provoca até brigas nos vilarejos do país asiático. E o Guardian levou para a manchete a frase de um torcedor local: “Eles derrotam as nações que nos colonizaram” – o que inclui os ingleses. Já a New Yorker aponta outro candidato a representante do Sul Global no restante do evento: o Marrocos, esperança da África e do mundo árabe. O prefeito muçulmano de Nova York, Zohran Mamdani, já abraçou a causa. Em vídeo postado nas redes sociais, apontou os marroquinos como grandes favoritos ao título e se declarou fã de jogadores como o goleiro Bono. Só faltou prometer que não vai ligar para o Infantino caso a previsão não se confirme.