O modelo de concorrência que será usado no leilão do Tecon Santos 10, previsto para ser o maior da história no setor portuário, chega a um novo embate.
A Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) fez uma crítica direta à tentativa da Casa Civil de alterar a modelagem do leilão do Tecon Santos 10 e deixou claro que não pretende incorporar automaticamente as mudanças defendidas pelo governo para o maior projeto portuário do país.
A Folha teve acesso a um despacho técnico da agência, documento que foi enviado na semana passada à Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (SEPPI) da Casa Civil e ao Mpor (Ministério de Portos e Aeroportos).
No documento, a Antaq é categórica ao afirmar que "a unanimidade dos posicionamentos técnicos" que ela reuniu até aqui não pode "absorver acriticamente os subsídios redigidos pela SEPPI" da Casa Civil, que propõe flexibilizar as regras de participação no leilão.
O Tecon Santos 10, desenhado para ser o maior leilão de terminal de contêineres da história do país, prevê investimentos da ordem de R$ 5,6 bilhões ao longo da concessão. A expectativa é que o terminal acrescente cerca de 3,5 milhões de toneladas por ano à capacidade atual de Santos, praticamente dobrando a movimentação atual de contêineres do complexo.








