Também foram revogadas as prisões de outras seis pessoas presas na Operação Exchange, deflagrada pela PF na semana passada, que mirou esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado até R$ 10 bilhões 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 PF deflagra Operação Exchange, que mira esquema de lavagem de dinheiro do PCC — Foto: Polícia Federal/Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 08/07/2026 - 08:51 Justiça Liberta Suspeita de Lavagem de Dinheiro Ligada ao PCC A Justiça Federal ordenou a libertação de Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, presa sob suspeita de participar de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC e sancionada pelos EUA. A Operação Exchange, da Polícia Federal, mirou um esquema que movimentou R$ 10 bilhões. As prisões foram substituídas por medidas cautelares. Victor Shimada e Ygor Saviolly são apontados como líderes do esquema, que envolve transações internacionais ilegais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Justiça Federal determinou a soltura de Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, que havia sido presa na semana passada por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e incluída na lista de sanções do governo dos Estados Unidos por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Também foi determinada a soltura das outras seis pessoas presas durante a Operação Exchange, da Polícia Federal. Na semana passada, foi deflagrada uma operação que mirou um suposto esquema de lavagem de dinheiro, que serviria para "branquear" valores de origem ilegal para diversos setores, incluindo pessoas ligadas à facção criminosa PCC. Ao revogar as prisões, a Justiça substituiu a medida por cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, entrega dos passaportes, proibição de contato entre os investigados e comparecimento periódico à Justiça. Segundo as investigações, o esquema era coordenado por Victor Henrique de Oliveira Shimada e Ygor Fokin Saviolly. Os dois, usando das empresas Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia LTDA e Hi Quality Importação e Distribuição LTDA atuavam para circular e ocultar recursos de origem ilícita, provenientes do tráfico de drogas e do comércio ilegal de outras substâncias. Ao todo, o esquema movimentou mais de R$ 10 bilhões, de acordo com a PF. Ygor já estava preso nos Estados Unidos desde o início deste ano, enquanto Shimada é considerado foragido. Na prática, segundo as investigações, Shimada e Saviolli atuavam como "doleiros" e recebiam dinheiro (muitas vezes em espécie) de "clientes" que desejavam ocultar a origem ilícita dos recursos. Às vezes, a pessoa precisava que uma quantia fosse recebida no Brasil e entregue, em euros, em Portugal – em alguns casos, o dinheiro vinha de integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Em outras situações, um dinheiro físico precisava ser transformado em Bitcoin, ou um cliente pedia que determinada quantia fosse dividida em transferências parceladas para contas nos Estados Unidos. Também houve casos em que o grupo atuava como negociador de produtos contrabandeados, como remessas de alho e cebola vindas da Argentina para o Brasil de maneira ilegal. Dois dias antes da PF ir às ruas cumprir os mandados de prisão e busca e apreensão, entretanto, o governo dos Estados Unidos anunciou sanções a Stella e Shimada e a três empresas brasileiras como suspeitos de integrarem um esquema de operadores do PCC nos EUA a traficantes internacionais. A organização teria lavado mais de US$ 30 milhões (o equivalente a R$ 155 milhões, na cotação atual) provenientes de atividades criminosas realizadas em diversas cidades americanas, de acordo com as autoridades dos EUA. Shimada é apontado como líder do esquema e Stella é sua prima, e atuaria como secretária de Shimada e intermediava a coleta de grandes quantias, prestando apoio logístico às operações de lavagem de dinheiro.
Justiça manda soltar Stella Lemos, alvo de sanção dos EUA por suspeita de ligação com o PCC
Também foram revogadas as prisões de outras seis pessoas presas na Operação Exchange, deflagrada pela PF na semana passada, que mirou esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado até R$ 10 bilhões










