Andrei Rodrigues disse que Operação Exchange foi antecipada após governo Trump apontar movimentação financeira de brasileiros suspeitos de ligação com facção criminosa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Entrevista Exclusiva - Andrei Rodrigues, Diretor-Geral da Polícia Federal — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/07/2026 - 13:18 Sanções dos EUA Afetam Investigação da PF Contra o PCC no Brasil O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, revelou que as sanções dos EUA contra suspeitos ligados ao PCC prejudicaram a investigação da Operação Exchange, destinada a desarticular uma rede de lavagem de dinheiro do tráfico. A operação teve que ser antecipada, dificultando a identificação de alvos, como Victor Henrique de Oliveira Shimada, ainda foragido. A decisão dos EUA equiparou facções criminosas a organizações terroristas, impactando ações da PF. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar sanções contra brasileiros e empresas apontados como operadores financeiros do Primeiro Comando da Capital (PCC) antecipou uma operação da Polícia Federal e comprometeu parte da investigação, afirmou nesta sexta-feira (3) o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. — De fato, se não houvesse essa designação, talvez o desfecho fosse outro, talvez teríamos localizado essa pessoa e, infelizmente, não localizamos. Então, houve um prejuízo à investigação", disse Andrei, ao ser questionado sobre os impactos das sanções anunciadas pelos Estados Unidos — disse. A Operação Exchange foi deflagrada nesta sexta-feira para desarticular uma organização suspeita de lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas. Entre os presos está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, incluída na quarta-feira (1º) na lista de sanções do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por supostos vínculos com o PCC. O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como operador financeiro da organização, continua foragido. O diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da PF (Dicor), Dennis Cali, afirmou que Shimada já era alvo de investigações da Polícia Federal antes mesmo da decisão do governo americano. Segundo ele, a representação da PF e a decisão judicial que autorizou as medidas cautelares são anteriores ao decreto dos Estados Unidos que passou a equiparar facções criminosas a organizações terroristas. — Essa investigação e a representação são anteriores, inclusive, ao decreto do governo americano. Há uma investigação em curso nos Estados Unidos e outra no Brasil. Em razão dessa publicação, tivemos que adiantar e deflagrar a operação hoje — afirmou. De acordo com Cali, a PF ainda realizava diligências para confirmar informações e localizar o investigado quando decidiu antecipar a operação. — Tivemos algumas questões operacionais de identificação do alvo, algumas confirmações que estavam em curso, mas adiantamos a operação. Ele é um operador financeiro e já existem elementos de prova sobre sua participação — disse.