Em março deste ano, a Polícia Federal pediu à Justiça paulista autorização para fazer uma operação contra suspeitos de lavar dinheiro para traficantes internacionais de drogas. Queria encarcerar algumas pessoas, vasculhar endereços de outras, apreender o que servisse de pista ou prova, bloquear bilhões de reais. Três meses depois, a 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo deu sinal verde para a batida.
A PF começou, então, a monitorar os alvos e identificar o paradeiro deles. O trabalho ainda não tinha sido concluído quando, na última quarta-feira 1º, os Estados Unidos anunciaram sanções contra dois brasileiros e três empresas sediadas no Brasil. Um dos atingidos era Victor Henrique de Oliveira Shimada, personagem que estava na lista de alvos daquela operação preparada pela Polícia Federal.
As sanções foram resultado da decisão do governo Donald Trump de tratar duas facções criminosas brasileiras, o PCC e o Comando Vermelho, como terroristas. Por trás da decisão de maio estava o clã Bolsonaro: dois dias antes, o senador e presidenciável Flavio Bolsonaro (PL-RJ) tinha se reunido em Washington com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o responsável pela nova classificação das facções.










