A operação da Polícia Federal desta quarta-feira (7) fragilizou mais um integrante do palanque fluminense do senador Flávio Bolsonaro (PL) para sua campanha à Presidência. A pré-candidatura ao Senado de Márcio Canella (União Brasil) se tornou motivo de dúvidas após ele ser alvo de busca e apreensão sob suspeita de lavagem de dinheiro.
A vulnerabilidade do nome de Canella, que nomeou milicianos em sua gestão na Prefeitura de Belford Roxo (RJ), era conhecida na campanha da Flávio. Sua indicação foi aceita como parte da aliança com o União Brasil.
O presidente nacional do partido, Antônio Rueda, é pré-candidato a uma vaga na Câmara dos Deputados e conta com a base eleitoral de Canella para se eleger. Ele participou, inclusive, de agendas ao lado de suspeitos de elo com milícia e que fazem parte do círculo político do ex-prefeito, agora alvo da PF.
O ex-prefeito também havia garantido a vaga de primeira-suplente para Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio.
Canella foi alvo da 6ª fase da Operação Unha e Carne, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele foi preso em flagrante por, segundo a PF, manter um fuzil calibre .556 irregular em seu carro.













