A nova operação da Polícia Federal contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), nesta terça-feira (26) agrava o cenário das articulações do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, em sua base eleitoral.

Após uma sequência de reveses desde a renúncia do Palácio Guanabara, em março, a pré-candidatura de Castro ao Senado é vista por aliados como cada vez mais próxima do fim. O temor agora é o agravamento do cenário com a contaminação sobre a campanha do próprio Flávio e de seu palanque no estado, o deputado Douglas Ruas (PL), presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

O Rio de Janeiro é visto como crucial na disputa com o presidente Lula (PT). Ele é a base eleitoral da família, onde Jair Bolsonaro venceu em 2018 e 2022 após anos de vitórias do PT no estado nas disputas presidenciais. O colégio eleitoral fluminense é o terceiro maior do país.

Castro foi alvo de operação nesta terça que apura a transferências de R$ 3,7 bilhões do Rioprevidência, fundo de pensão dos servidores do Rio de Janeiro, para o Banco Master e fundos ligados à instituição.

A ação ocorreu 11 dias depois de outra operação contra o ex-governador, para apurar na ocasião sua atuação em favor do grupo Refit, ligado ao empresário Ricardo Magro, apontado como um sonegador contumaz.