Ex-governador foi alvo de duas operações da PF em 12 dias; decisão aponta 'vínculo estreito' com Vorcaro O ex-governador do Rio, Cláudio Castro — Foto: Marcelo Theobald RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 00:01 Cláudio Castro Enfrenta Investigações e Futuro Político Incerto no Rio Cláudio Castro, ex-governador do Rio, enfrenta turbulências após ser alvo de duas operações da Polícia Federal em 12 dias. Investigações apontam ligações estreitas com o banqueiro preso Daniel Vorcaro, envolvendo desvios milionários do Rioprevidência. Castro, que aspirava a uma carreira política em Brasília, vê seu futuro incerto, possivelmente terminando em Bangu, enquanto alega inocência e acusa motivações políticas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As manhãs já foram mais tranquilas no condomínio de Cláudio Castro na Barra da Tijuca. Pela segunda vez em menos de duas semanas, o ex-governador do Rio acordou com batidas na porta. Era a Polícia Federal. No dia 15, Castro foi despertado por uma operação que apurou favorecimentos à Refit. A refinaria que não refina pertence ao foragido Ricardo Magro, apontado como o maior sonegador de impostos do país. Ontem os agentes voltaram em busca de provas de um esquema com o Banco Master, do presidiário Daniel Vorcaro. Na decisão, o ministro André Mendonça apontou “vínculo pessoal estreito” entre Castro e o banqueiro preso. Os dois mantinham uma rotina de “encontros frequentes” no Brasil e no exterior. A cada conversa, sugere o inquérito, os aposentados do estado ficavam um pouco mais pobres. Ao ordenar as buscas, o ministro do Supremo citou um “almanaque de irregularidades” que permitiu o derrame de dinheiro do Rioprevidência nas contas de Vorcaro. Até aqui, sabia-se que o fundo havia enterrado quase R$ 1 bilhão no Master. Agora apareceram — ou melhor, desapareceram — outros R$ 2 bilhões. As investigações da Refit e do Master descrevem o mesmo modus operandi. O governador se aproximava de empresários suspeitos, que passavam a ser presenteados com favores bilionários da gestão estadual. A diferença estava na fonte do butim. Um esquema desfalcou o Fisco. O outro assaltou aposentados e pensionistas. Além de alegar inocência, os advogados de Castro disseram ver “motivação política” para atingi-lo. A tese omite que as operações foram autorizadas pelos ministros Mendonça e Alexandre de Moraes, líderes de alas rivais no Supremo. Ontem o ex-governador recebeu a PF numa cobertura avaliada em R$ 4 milhões. Uma evolução e tanto para quem declarou patrimônio de R$ 194 mil na última eleição. Depois de renunciar para fugir da cassação, o bolsonarista sonhava ressurgir em Brasília como senador. Agora parece mais perto de outra mudança. Da Barra para Bangu.