PUBLICIDADE Agentes estão nas ruas para cumprir dez mandados de busca de apreensão Agentes da PF fazem buscas na cobertura do ex-governador Cláudio Castro — Foto: TV Globo/Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/05/2026 - 07:25 Nova Operação da PF Alvo de Cláudio Castro por Escândalo Financeiro Cláudio Castro, ex-governador do Rio, é alvo de nova operação da PF, a segunda em 11 dias, por suspeitas envolvendo o setor de combustíveis e o Banco Master. A operação investiga ocultação patrimonial e evasão de divisas. A crise do Banco Master, acusado de gestão fraudulenta, impactou o Rioprevidência, que investiu bilhões mesmo após alertas de risco. A situação do banco, sob investigação por manipulação de mercado, culminou em liquidação extrajudicial. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A operação da Polícia Federal desta terça-feira é a segunda em 11 dias que tem como alvo o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL). No último dia 15, Castro já havia sido alvo de outra operação da PF, numa apuração sobre fraude no setor de combustíveis. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão no endereço dele em um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. A ação também mirou o empresário Ricardo Magro, que comanda o grupo Refit, dono da Refinaria de Manguinhos. Ele foi alvo de mandado de prisão preventiva nesta sexta-feira e foi determinada a inclusão do seu nome na Difusão Vermelha da Interpol, pois é considerado foragido. A operação foi batizada de Sem Refino. A investigação apura a atuação de conglomerado econômico do ramo de combustíveis por suspeita de ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior. Nova ação Nesta terça-feira, agentes estão nas ruas para cumprir dez mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Rio de Janeiro/RJ e em Brasília/DF. Há, mais uma vez, equipes cobertura de Castro. A ação no âmbito das investigações sobre o Banco Master. Segundo a PF, a investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência em Letras Financeiras de banco privado que totalizaram cerca de R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024. Nesta fase, afirma a corporação, são apuradas aplicações de R$ 2,01 bilhões, a partir de julho de 2024, em fundos de investimentos do mesmo banco, totalizando cerca de R$ 3 bilhões transferidos do Rioprevidência. Entenda O Banco Master entrou no centro de uma crise financeira e policial após vir à tona uma série de investigações e questionamentos sobre sua atuação, que culminaram na prisão de seu controlador, Daniel Vorcaro, e na decretação de liquidação extrajudicial pelo Banco Central, em novembro de 2025.A instituição é alvo de investigações da Polícia Federal por suspeitas de gestão fraudulenta, criação de carteiras de crédito falsas, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. A situação ganhou impacto direto no Rio porque o Rioprevidência, fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de mais de 235 mil servidores estaduais, investiu cerca de R$ 1 bilhão em letras financeiras do banco, mesmo após alertas técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) sobre riscos elevados. Segundo o TCE, os aportes começaram antes mesmo de o Banco Master concluir formalmente seu processo de habilitação junto ao fundo. Ainda assim, entre outubro de 2023 e agosto de 2024, o Rioprevidência realizou nove operações financeiras com o banco. Técnicos do tribunal apontaram “atropelo” nos procedimentos e destacaram que parte dos investimentos ocorreu quando a crise da instituição já era amplamente divulgada. A crise do Master se aprofundou após uma tentativa frustrada de venda do controle para o Banco de Brasília (BRB), operação vetada pelo Banco Central em setembro de 2025. O BC avaliou que o banco apresentava grave risco de liquidez, impulsionado por uma estratégia agressiva de captação via CDBs com remuneração de até 140% do CDI, muito acima da média de mercado. As investigações da PF indicam que o banco operava um esquema complexo envolvendo fundos de investimento, especialmente da gestora Reag, com sucessivas transferências de recursos e reavaliações artificiais de ativos, que inflavam o balanço da instituição. Em alguns casos, a valorização registrada chegava a mais de 10 milhões por cento, segundo apurações citadas pelo Ministério Público Federal.