Agentes saíram para cumprir 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na 8ª fase da Operação Compliance Zero. O advogado Carlo Luchione, que faz a defesa de Cláudio Castro, informou no começo da manhã que estava indo para a casa do ex-governador para acompanhar as buscas. Transferência Cláudio Castro em cobertura na Barra da Tijuca. Ex-governador é alvo de buscas da Polícia Federal — Foto: Charles Júnior/ TV Globo Segundo a Polícia Federal, a gestão de Castro transferiu quase R$ 3 bilhões para empresas de Vorcaro em diferentes ocasiões. Os recursos saíram, principalmente, do Rioprevidência — fundo responsável pelo pagamento de benefícios a cerca de 235 mil aposentados e pensionistas do estado. A investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, realizada em janeiro deste ano, que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência em letras financeiras do banco que totalizaram cerca de R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024. A investigação analisa investimentos realizados ao longo de 2024 e 2025, aproveitando taxas consideradas mais atrativas do que as oferecidas por outras instituições. Em maio do ano passado, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) já havia alertado para “graves irregularidades” na gestão do fundo. Em outubro, o órgão voltou a criticar os aportes e determinou uma tutela provisória, acompanhada de apensação ao processo, impedindo o Rioprevidência de realizar novas transações com o Banco Master. A tutela provisória com apensação funciona, na prática, como uma medida emergencial: o tribunal determina a suspensão imediata das operações (tutela provisória) e, em seguida, vincula o caso a uma investigação mais ampla — como uma auditoria — para apurar responsabilidades e definir eventuais punições. Sede do Rioprevidência — Foto: Divulgação Em nota publicada em seu site no dia 18 de outubro, o Rioprevidência afirmou que “o valor efetivamente investido [no Banco Master] foi de aproximadamente R$ 960 milhões, em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master S.A., e a operação segue regular, adimplente e plenamente enquadrada nos parâmetros legais e prudenciais”. Como funcionava o aporte De acordo com o TCE-RJ, o Rioprevidência utilizava os recursos arrecadados por meio de descontos em folha para realizar aplicações no mercado financeiro, com o objetivo de garantir a sustentabilidade do fundo. O tribunal determinou que o fundo deixasse de investir em instrumentos financeiros emitidos, administrados ou geridos por empresas do conglomerado do Banco Master, bem como em instituições que não atendessem aos princípios de segurança e prudência financeira. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop.
Compliance Zero: entenda investigação contra Castro | G1
Agentes cumprem 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF, expedidos pelo ministro André Mendonça, do STF.












