Eleições 2026
A mais recente ofensiva da Polícia Federal contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) aprofundou a crise no principal reduto eleitoral do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e abriu um novo flanco de preocupação no Partido Liberal.
O avanço das investigações envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro passou a ser visto por aliados de Flávio como um risco não apenas para a candidatura de Castro ao Senado, mas para a sustentação do palanque bolsonarista no estado.
O cenário se deteriorou após a PF cumprir mandados em investigação sobre a aplicação de cerca de 3,7 bilhões de reais do Rioprevidência em operações ligadas ao Master. A operação ocorreu dias depois de outra ação contra Castro relacionada à sua suposta atuação em favor do grupo Refit. No PL, a sucessão de investigações reforçou a avaliação de que o ex-governador se tornou um ativo eleitoral cada vez mais problemático.
Castro já está inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, que apontou abuso de poder político e econômico em contratações ligadas à Fundação Ceperj e à Uerj em 2022. A expectativa de aliados era que ele ainda pudesse reverter a situação e disputar o Senado. Com as novas operações, porém, dirigentes do PL passaram a discutir abertamente alternativas para a vaga. Entre os cotados internamente estão os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ).












