Eleições 2026
As sucessivas operações da Polícia Federal contra bolsonaristas no Rio de Janeiro levaram o PL a redesenhar sua estratégia eleitoral no estado. Depois de investigações atingirem figuras que ocupavam posições centrais na montagem do palanque, dirigentes do partido passaram a discutir mudanças na disputa pelo Senado e a reorganizar a campanha com o objetivo de evitar que novos desgastes impactem a pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL).
O primeiro movimento ocorreu na disputa pelo governo fluminense. O então presidente da Assembleia Legislativa Rodrigo Bacellar (União) era o principal cotado pelo grupo a concorrer ao Palácio Guanabara, mas deixou o cenário eleitoral após ser preso e posteriormente cassado no âmbito da Operação Unha e Carne.
Com sua saída, o PL lançou o plano B: Douglas Ruas. O deputado estadual, que também foi eleito presidente da Alerj, passou a ser a aposta do partido para enfrentar o ex-prefeito da capital Eduardo Paes (PSD) na disputa estadual.
Agora, a sexta fase da Operação Unha e Carne abre uma nova frente de preocupação para o partido. Entre os alvos está o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União), pré-candidato ao Senado e um dos principais aliados de Flávio Bolsonaro no estado. Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado teria movimentado 7,6 bilhões de reais em um esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis.








