Ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella tem o aval do pré-candidato à Presidência da República para integrar a chapa do PL no estado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Márcio Canella (União) em seminário do PL com Flávio Bolsonaro e Douglas Ruas — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 07/07/2026 - 12:57 PF mira ex-prefeito aliado de Flávio Bolsonaro em operação contra lavagem de dinheiro no RJ A operação da Polícia Federal (PF) contra Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado apoiado por Flávio Bolsonaro, gerou reações da esquerda nas redes sociais. A ação visa desarticular uma organização criminosa que lavava dinheiro por meio de postos de combustíveis no Rio, com movimentações de mais de R$ 7,6 bilhões. Membros do PSOL criticaram o bolsonarismo, apontando contradições em seu discurso anticorrupção. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira, que teve o ex-prefeito de Belford Roxo (RJ) Márcio Canella (União) como um dos alvos, membros da esquerda foram às redes sociais para associar o político ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Canella é pré-candidato ao Senado na chapa do deputado estadual Douglas Ruas (PL), que contam com o aval do pré-candidato à Presidência da República. O outro nome indicado para o Congresso na composição era o ex-governador Cláudio Castro (PL), que desistiu da empreitada dias após também ser alvo de uma ação policial relacionada ao Caso Master. Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL) reagiu à operação. "Não escapa um", escreveu, lembrando que o ex-prefeito foi indicado para concorrer ao Senado pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Apesar de mencionar um suposto envolvimento com o Comando Vermelho (CV), a sexta fase da Operação Unha e Carne deflagrada hoje tem o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro. Eles teriam movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme Relatório de Inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), enviado à PF. Nas cinco fases anteriores, as diligências foram voltadas para apurar o envolvimento de políticos com a facção criminosa. Pré-candidato a deputado federal pelo PT, Marcelo Freixo mencionou que outro alvo da operação, Marcus Amim, foi secretário da Polícia Civil durante o governo de Cláudio Castro: "Sabe de quem eles são aliados no RJ? Acertou quem respondeu Flávio Bolsonaro", publicou. O deputado Tarcísio Motta (PSOL-RJ) também aproveitou para criticar o bolsonarismo. Segundo ele, "quem transformou o combate à corrupção em slogan eleitoral deve explicações à sociedade". "O bolsonarismo construiu sua imagem fingindo ser contra a corrupção. Na prática, coleciona escândalos, investigações e aliados envolvidos em denúncias graves. A máscara caiu faz tempo", escreveu. "Que as investigações avancem!". Também no PSOL, o deputado federal Pastor Henrique Vieira destacou o esquema bilionário de lavagem de dinheiro com as investigações em curso. "O bolsonarismo prometeu combater a corrupção. No Rio, seus aliados seguem aparecendo nas páginas policiais e nas operações da PF", afirmou. A deputada federal Talíria Petrone (PSOL) declarou que "cai mais uma peça do tabuleiro bolsonarista do Rio de Janeiro". O posicionamento faz menção às articulações do grupo político em busca de construir um palanque competitivo para Flávio na campanha contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "A Policia Federal faz nesta manhã buscas que chegam ao pré-candidato ao Senado, Márcio Canella. Na mesma trama em que estão envolvidos Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar (ex-presidente da Alerj). O bolsonarismo é, de longe, a força política mais corrupta do Rio de Janeiro", acusou a parlamentar.