Esta reportagem foi digitada sem se olhar para o teclado graças às aulas do professor Artur.
"A, S, D, F e G". Quem frequentou as aulas de datilografia de Artur Antônio Lopes nunca vai esquecer de ele repetir as cinco primeiras letras da fileira do meio de uma máquina de escrever. E muita gente durante anos o ouviu falar essa sequência.
Quando Artur ainda era adolescente, a mãe, Amélia, abriu uma escola de datilografia no centro de Jundiaí, no interior de São Paulo —a primeira turma se formou em 1953.
Ele cresceu entre as máquinas de escrever, mas ainda jovem foi trabalhar como bancário na capital paulista. Porém, não tardou para voltar ao inconfundível tilintar das teclas na escola da família.
Fazia a manutenção das máquinas enquanto a mãe ensinava os alunos nos tempos em que saber datilografia era quase obrigação para conseguir emprego.







