Telê Ancona Lopez tinha seis anos quando o modernista Mário de Andrade morreu, em 1945, mas sempre falou do poeta como se fossem velhos amigos. É difícil imaginar algo sobre a vida de um dos fundadores do modernismo brasileiro que ela não soubesse.

Nascida em Ribeirão Preto, ela se formou em 1961 no curso de Letras Neolatinas da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

Entrou no mestrado logo depois e o doutorado também era questão de tempo. Escreveu sobre Mário de Andrade na dissertação e na tese sob a orientação do professor Antonio Candido, um dos maiores críticos literários da história do país e fortemente ligado a Mário.

Telê traçou como ninguém o perfil do autor de Macunaíma e chegou a frequentar a casa onde ele nasceu. O imóvel fica na região da Barra Funda, em São Paulo, e hoje abriga um museu que leva o nome dele.

A irmã do escritor ainda morava na residência na época em que Telê começou a pesquisar a respeito dele e cuidava do vasto acervo que havia sido deixado ali. Os arquivos foram adquiridos pelo IEB (Instituto de Estudos Brasileiros), da USP, em 1968 e ficaram sob a curadoria de Telê.