Temem pela própria segurança, não querem participar de cerimônias suntuosas com a economia em frangalhos ou simplesmente não se sentem representados. Em contraste com a multidão nas ruas de Teerã, diversos iranianos dizem que não vão comparecer ao funeral do falecido líder supremo Ali Khamenei.
Embora as autoridades esperem entre 15 milhões e 20 milhões de pessoas nos dias do velório, transformados em feriados em Teerã, muitos moradores preferem sair da capital em um contexto marcado por um frágil cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, seis meses depois de uma onda de protestos reprimida com violência.
Estes são alguns depoimentos coletados pela agência AFP em Paris, enquanto o Irã conduz o funeral, quatro meses após a morte do aiatolá em um ataque no início da guerra.
Azadeh vê Teerã esvaziar
"Muitos habitantes de Teerã estão fugindo para evitar as multidões e cerimônias. A cidade está incomumente tranquila", conta Azadeh, 43, tradutora em Teerã, enquanto, ao contrário, as estradas para sair da capital estão congestionadas.











