Começou oficialmente neste sábado 4 o funeral do aiatolá Ali Khamenei, falecido líder supremo do Irã, abrindo três dias de luto oficial e seis de celebrações. Milhares de apoiadores em luto, empunhando bandeiras vermelhas — um símbolo de vingança —, lotaram o pátio do vasto complexo religioso Grand Mosalla, em Teerã, enquanto aguardavam a chegada do caixão.

Originalmente previsto para o início de março, o funeral foi adiado devido à guerra no Oriente Médio, iniciada com o ataque dos EUA e de Israel que matou o aiatolá em 28 de fevereiro. Ele governou por quase quatro décadas com autoridade máxima sobre as principais questões de Estado.

O corpo de Khamenei ficará em câmara ardente até segunda-feira. Em seguida, será levado para Qom, cidade sagrada para os muçulmanos xiitas. Espera-se, então, que um cortejo fúnebre passe pelo Iraque, incluindo as cidades sagradas de Najaf e Karbala.

O movimento é amplamente visto como uma tentativa de projetar a influência regional do Irã. O aiatolá será então enterrado na sua cidade natal, Mashhad, no nordeste do Irã, na quinta-feira.

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