Teerã foi transformada em uma fortaleza para a realização, a partir de sábado 4, de um funeral de uma magnitude sem precedentes para o antigo líder supremo Ali Khamenei, quatro meses após sua morte nos ataques israelenses e americanos que desencadearam a guerra.

Khamenei, o guia supremo com mais tempo no poder desde o estabelecimento, em 1979, da República Islâmica, morreu aos 86 anos sob os bombardeios de seus dois inimigos jurados contra sua residência, em 28 de fevereiro.

Nesta sexta-feira, o corpo, disposto em um caixão coberto com uma bandeira do Irã, chegou à Grande Mosalla do Imã Khomeini, um vasto complexo religioso e cultural na capital onde acontecerá um funeral de Estado.

As paredes do complexo estão cobertas por grandes retratos do falecido aiatolá, bandeiras pretas em sinal de luto e bandeiras vermelhas, símbolo de martírio e vingança.

As autoridades esperam entre 15 e 20 milhões de participantes só na capital iraniana para esta homenagem de três dias, que pretende ser uma demonstração de força após o conflito de quase 40 dias com os Estados Unidos e Israel, que já custou a vida a muitos altos dirigentes e milhares de civis.