A reforma tributária substitui PIS, Cofins, ICMS e ISS pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). A mudança se estende até 2033 e, segundo especialistas, o efeito mais direto no dia a dia das empresas recai sobre a precificação.

Frederico Zornig, CEO da Quantiz Pricing Solutions, consultoria voltada a pricing e revenue management, avalia que o resultado da reforma depende menos do texto da lei e mais da previsibilidade que o novo modelo oferecer aos negócios. “A competitividade das empresas passará a depender da capacidade de administrar corretamente os efeitos tributários sobre os preços. Segurança jurídica deixa de ser apenas uma discussão jurídica e passa a ser um fator econômico”, afirma Zornig.

Precificação depende de créditos tributários

Entre os pilares da reforma está a ampliação da não cumulatividade, regra que permite o aproveitamento de créditos tributários ao longo da cadeia produtiva. Empresas capazes de recuperar esses créditos por completo conseguem reduzir custos e manter margens.

Quando o crédito não é aproveitado por inteiro, o tributo passa a compor o custo da operação diretamente. “O resultado é que empresas com estruturas semelhantes poderão praticar preços diferentes apenas em função da eficiência da gestão tributária”, diz Zornig.