O Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) tornou pública nesta sexta (3) uma carta enviada ao Estado brasileiro em que aponta possíveis violações processuais no caso Mariana Ferrer e pede informações sobre a existência de investigações disciplinares conduzidas pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e de reparações concedidas à vítima.
O documento foi enviado ao Ministério das Relações Exteriores em 4 de maio após representação do Instituto Pró-Vítima na ONU denunciando ataques à dignidade e à vida privada de Mariana durante a condução do processo legal. Procurado, o Itamaraty disse que recebeu a carta e remeteu resposta ao Alto Comissariado com informações pertinentes.
A carta critica a exposição de imagens íntimas da vítima durante a audiência, o uso de questionamentos baseados em estereótipos de gênero e a ausência de intervenção para impedir ataques à sua dignidade.
A ONU também aponta que o registro policial e a perícia foram realizados unicamente por homens, sem a possibilidade de que a vítima fosse acompanhada por sua mãe ou outra mulher.
Procurados, o TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) e a Polícia Científica de Santa Catarina não se manifestaram até a publicação desta reportagem.









