0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O juiz Rudson Marcos moveu 182 processos contra pessoas que se manifestaram sobre o caso Mariana Ferrer — Foto: Reprodução Foi enviado ao CNJ um pedido de abertura de processo disciplinar contra o juiz Rudson Marcos por suposto assédio judicial. A solicitação foi feita pela União Brasileira de Mulheres (UBM), que sustenta que o magistrado abusou do direito de ação ao mover 182 processos contra pessoas que se manifestaram sobre o caso Mariana Ferrer. A entidade rebate a tese da defesa do magistrado de que os processos buscavam apenas reparar ofensas à honra dele. Segundo a UBM, a própria planilha apresentada por Rudson mostra que diversas ações foram ajuizadas contra pessoas que nunca citaram seu nome, limitando-se a publicar mensagens como "estupro culposo não existe", "#JustiçaPorMariFerrer" ou "#EstuproCulposoNãoExiste". Entre os alvos das ações, afirma a manifestação, estão personalidades como Ivete Sangalo, Fátima Bernardes e Iza. A UBM também usa os números informados pela própria defesa para sustentar sua argumentação. Das 182 ações, afirma, apenas 22 terminaram com sentença favorável ou acordo, enquanto 59 foram posteriormente desistidas pelo próprio autor e outras 90 terminaram sem recurso do magistrado após decisões desfavoráveis. Para a entidade, isso reforça que o objetivo não era obter condenações, mas intimidar quem participou das discussões públicas em torno do caso Mariana Ferrer. A manifestação sustenta ainda que mesmo as ações julgadas improcedentes ou posteriormente desistidas não afastam a caracterização de assédio judicial, porque o abuso se consuma com o uso reiterado do Judiciário como instrumento de constrangimento. Ao final, a UBM, representada pelos advogados Carlos Nicodemos, Maria Fernanda Fernandes Cunha e Lara Oliveira Salles, pede que o CNJ instaure um procedimento disciplinar, reconheça a prática de assédio judicial e aplique ao magistrado as medidas disciplinares cabíveis.