O plenário do STJ (Superior Tribunal de Justiça) vai avaliar nesta quinta (6) um processo administrativo que pode resultar no afastamento definitivo do ministro Marco Buzzi do cargo. O magistrado é acusado por duas mulheres de assédio sexual e importunação.

A defesa de Buzzi apresentou um relatório urológico que aponta uma disfunção erétil como um dos elementos que comprovariam a inocência do ministro. Em entrevista ao G1, a advogada Maria Fernanda Ávila, que defende o magistrado, disse que esse laudo teria como objetivo provar que a situação de assédio descrita por uma das vítimas seria impossível porque "ninguém pode ter sentido um pênis ereto de alguém que tem disfunção erétil".

Ela se refere ao episódio que teria ocorrido em janeiro deste ano no litoral de Santa Catarina. A filha de um casal de amigos de Buzzi narrou que foi agarrada pelo ministro durante um banho de mar e que ele passou a mão na sua bunda.

A coluna teve acesso à transcrição do depoimento da jovem de 18 anos à Corregedoria Nacional de Justiça. Na declaração, ela afirmou que não sabia dizer se Buzzi estava excitado ou não porque tinham muitas camadas de roupa entre os dois. "Enfim, e aí ele me puxou e eu conseguia sentir... eu consegui sentir (...), mas ele tava de shorts, de short e de sunga. Eu... eu conseguia sentir porque ele pressionou muito forte, dava pra sentir. Mas eu não sei falar se ele ficou excitado ou não; tinha muitas camadas de roupa entre eu e ele", disse ela.