A defesa de Marco Buzzi pediu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) a absolvição do ministro pelas acusações de importunação e assédio sexual. Os advogados argumentam que as alegações contra o magistrado são falsas e que os depoimentos das vítimas têm contradições e não foram corroborados por provas autônomas.

Segundo a defesa, as acusações podem ter sido motivadas por um conluio entre as denunciantes por sentimento de vingança, mal-entendidos ou interesses pessoais. Diz também que "interpretações equivocadas" de falas e atos de Buzzi podem ter sido ampliadas e transformadas em "falsos episódios" de assédio.

Os advogados também apresentaram um relatório urológico que aponta uma disfunção erétil como um dos elementos que comprovariam a inocência do ministro.

As declarações estão nas alegações finais apresentadas à corte. O documento ao qual a Folha teve acesso foi apresentado na quarta-feira (15).

"Essas alegações de assédio, já comprovadas falsas, causaram irreversíveis danos à imagem do defendente, à sua reputação profissional, sua vida pessoal, causando-lhe marcas irreversíveis, eternas cicatrizes, incapacitando-o até mesmo para o exercício de determinadas atividades", diz o documento.