0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Marco Buzzi, ministro do STJ — Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ/25-11-2015 Nas últimas semanas, o entorno do ministro Marco Buzzi propagandeou nos bastidores que a acusação de assédio sexual poderia ter uma reviravolta. Até os colegas de STJ receberam mensagens nesse sentido, cujo disparo será investigado pela Polícia Federal, como revelou o repórter Rafael Moraes Moura. A aposta era um depoimento autenticado em cartório de uma suposta vítima que teria negado qualquer ato de Buzzi e um laudo médico que expôs que o ministro sofre de “disfunção sexual moderada”. Mas quem acompanha de perto o caso minimiza essa hipótese. Primeiro que o depoimento em questão não é de nenhuma das denunciantes, mas sim da filha de uma servidora do gabinete de Buzzi que alega que não sofreu ou testemunhou abusos do ministro durante o período em que estagiou lá. Em segundo, avalia-se que a disfunção erétil não o exime da conduta e, ao contrário, pode piorar sua situação. Um dos argumentos é que quem é acometido por essa incapacidade pode recorrer ao toque físico e uso das mãos para apalpar, o que já configura importunação sexual, como narrou a jovem que o acusa de tê-la agarrado em uma praia em Balneário Camboriú. A própria PGR, no parecer em que defendeu a aposentadoria compulsória de Buzzi, sustentou que a condição do ministro não exclui a possibilidade de assédio. E há mais dois pontos no interrogatório de Buzzi que, de acordo com fontes a par do depoimento, podem pesar contra ele. Um é o fato de o ministro não ter respondido a questionamentos dos advogados das vítimas, embora seja um direito seu. E outro é que, em dado momento, o magistrado se referiu às acusações da jovem apenas como uma “interpretação equivocada”. A previsão é que o STJ conclua o processo disciplinar contra o Buzzi até a primeira quinzena de agosto, antes da troca na presidência da Corte.