Defesa de ministro afastado nega as acusações Ministro Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, do STJ — Foto: Divulgação/Raphael Alves RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/06/2026 - 22:45 STJ realizará audiências sobre caso de importunação envolvendo ministro Buzzi O STJ conduzirá audiências com vítimas e testemunhas no processo disciplinar contra o ministro afastado Marco Buzzi, acusado de importunação sexual, o qual nega as acusações. Marcadas para 11 de junho, as audiências incluem duas vítimas e 20 testemunhas. O processo, iniciado em abril após decisão unânime do STJ, pode levar a sanções administrativas. A defesa de Buzzi mantém a confiança na improcedência das acusações. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Superior Tribunal de Justiça (STJ) marcou a data de depoimentos de vítimas e testemunhas do processo disciplinar que apura se o ministro afastado Marco Buzzi cometeu atos de importunação sexual. O magistrado nega as acusações. As duas vítimas que apresentaram as denúncias vão ser ouvidas em 11 de junho. Também vão ser tomados os depoimentos de outras 20 testemunhas, entre nomes indicados pela defesa e pela acusação. O processo administrativo disciplinar foi aberto em abril. Os advogados de Buzzi disseram que indicaram 30 testemunhas, das quais 16 foram aceitas e "poderão elucidar a verdade dos fatos". O texto diz ainda que a defesa vai atuar com "serenidade, responsabilidade e respeito às instituições e pessoas envolvidas". O STJ disse em nota quando o procedimento foi aberto que a decisão foi tomada por unanimidade pelo plenário, após a análise das conclusões da comissão de sindicância instaurada em fevereiro. Os ministros também decidiram manter o afastamento cautelar de Buzzi até a conclusão do processo. O colegiado definiu ainda a composição da comissão responsável pela instrução do PAD, que será formada pelos ministros Luis Felipe Salomão, Benedito Gonçalves e Ricardo Villas Bôas Cueva, sob a presidência de Salomão. Como suplentes, foram indicados Humberto Martins e João Otávio de Noronha. Com a abertura do PAD, a investigação entra em fase mais aprofundada e pode resultar em sanções administrativas, como aposentadoria compulsória. O processo terá prazo inicial de 140 dias para ser concluído, podendo ser prorrogado, mediante justificativa, por deliberação do plenário ou do órgão especial. Uma das acusações envolve uma jovem de 18 anos, que acusa o ministro de tentar agarrá-la três vezes na praia de Balneário Camboriú (SC), em janeiro deste ano, durante férias com a família do próprio ministro. A outra denúncia foi apresentada por uma ex-funcionária que trabalhou no gabinete dele. Há ainda um inquérito em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), aberto a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou a existência de elementos mínimos para investigação. Em nota divulgada após a abertura do procedimento disciplinar, os advogados do ministro, Paulo Emílio Catta Preta e Maria Fernanda Ávila, afirmaram que receberam a decisão “com resignação e serenidade” e disseram confiar que poderão demonstrar a improcedência das acusações. “Acreditamos que, a partir de agora, teremos as condições necessárias para mostrar que todas as acusações contra o ministro Marco Buzzi são infundadas, estão desacompanhadas de mínimas provas e devem ser refutadas ao final deste processo”, diz o texto. A defesa acrescenta que Buzzi “tem uma vida pública de quatro décadas sem qualquer mácula” e sustenta que ele “não cometeu nenhum ato impróprio”.