Análise ocorre na última instância da Justiça italiana, que, em maio, negou o primeiro pedido de extradição apresentado pelo Brasil Carla Zambelli: novo pedido se refere à condenação por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal — Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados A Corte Suprema de Cassação da Itália analisa, nesta quarta-feira (1º), o segundo pedido do governo brasileiro para extraditar a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP). A nova solicitação é relacionada à condenação da parlamentar pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. A análise ocorre na última instância da Justiça italiana, que, em maio, negou o primeiro pedido de extradição apresentado pelo Brasil. Na ocasião, a solicitação referia-se à condenação de Zambelli pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A audiência, segundo familiares da ex-deputada, já está em andamento. Um dos advogados, Pieremilio Sammarco afirmou à família de Zambelli que a Procuradoria-Geral da Cassação se manifestou pela anulação da sentença que aceitou o pedido de extradição. Na semana passada, a Advocacia-Geral da União (AGU) enviou manifestação à Corte italiana com informações solicitadas sobre a condenação da deputada. Em agosto do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou a parlamentar, por 9 votos a 2, por um caso ocorrido em 2022, na véspera das eleições presidenciais. Na ocasião, a parlamentar — apoiadora de Jair Bolsonaro (PL), então candidato à reeleição — perseguiu um homem pelas ruas de São Paulo com uma arma em punho, após ter sido provocada. Há expectativa entre aliados de Zambelli de que a sentença seja conhecida ainda nesta quarta-feira (1º). Ao negar o primeiro pedido de extradição, a Corte italiana afirmou que o processo que resultou na condenação da parlamentar não foi julgado com imparcialidade pelo STF. O documento destacou a atuação do ministro Alexandre de Moraes. No entendimento da justiça da Itália, ele assumiu uma "dupla função" na ação, a de julgador e de vítima – o magistrado era citado como uma das pessoas afetadas pela invasão ao sistema do CNJ.