Em audiência realizada nesta quarta (1), em Roma, a Procuradoria Geral italiana pediu que a Corte Suprema de Cassação rejeite um segundo pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) para o Brasil, por entender que o julgamento que levou à segunda condenação pelo STF (Supremo Tribunal Federal) também foi afetado por falta de imparcialidade.

A decisão dos juízes deve ser comunicada até o início da noite, no horário italiano (à tarde no Brasil).

O tribunal julgou nesta manhã o segundo pedido de extradição feito pelo Brasil à Itália, referente à condenação pela perseguição armada em 2022, em São Paulo. Zambelli foi condenada pelo STF em agosto do ano passado a cinco anos e três meses de prisão em regime inicial semiaberto por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo contra o jornalista Luan Araújo.

Há pouco mais de um mês, a mesma corte negou a extradição de Zambelli no caso da invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e da emissão de um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Ela foi condenada a dez anos de prisão.

Nesse primeiro processo, os juízes acolheram argumentos da defesa, anularam sentença para extradição da Corte de Apelação de Roma, instância inferior, e afirmaram que o caso não foi julgado de maneira imparcial pelo STF.