O governo brasileiro informou a um órgão da ONU (Organização das Nações Unidas) que até o momento não houve nenhum tipo de compensação, pedido de desculpas ou oferta de apoio psicossocial à família do estudante Marco Aurélio Cardenas Acosta, morto em novembro de 2024, aos 22 anos, pela Polícia Militar de São Paulo.
O posicionamento foi em resposta a uma carta enviada em junho deste ano ao Brasil por dois relatores especiais da ONU a respeito da morte de Acosta, na qual também pedem medidas para o combate à violência policial.
O caso aconteceu na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Após um desentendimento, o estudante de medicina desferiu um tapa no retrovisor de uma viatura em que estavam dois policiais militares. Perseguido pelos agentes, ele buscou abrigo em um hotel e acabou morto com um disparo.
O caso gerou desgaste para o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que admitiu conduta imprópria.
"Com relação específica ao caso de Marco Aurélio Cardenas Acosta, não existe ainda registro de qualquer compensação que tenha sido paga à família, nem desculpas públicas ou qualquer oferta individualizada de apoio psicossocial após sua morte", diz o comunicado do Brasil, assinado pela missão do país junto à ONU em Genebra (Suíça).







