Os advogados de Jair Bolsonaro (PL) informaram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que o ex-presidente não tem interesse em manter em sua casa a arma apreendida em uma blitz, local onde cumpre prisão domiciliar. A manifestação foi enviada na noite desta quinta-feira 2.

O documento enviado pela defesa contradiz uma fala do próprio ex-presidente. Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal no dia 24 de junho, Bolsonaro disse que “tinha três mulheres em casa” e que “não podia ficar desarmado”.

Na quarta-feira 1, a Procuradoria-Geral da República defendeu a manutenção do regime domiciliar. No despacho, a PGR sustentou que a arma permaneça apreendida, mas afirmou que a conclusão do inquérito em relação a Bolsonaro tem “bom suporte nas circunstâncias apuradas do episódio”.

Em 25 de junho, terminou o prazo de 90 dias concedido por Moraes. O ministro deve anunciar a qualquer momento sua decisão sobre a permanência em casa ou o retorno do ex-presidente à Papudinha.

Dias antes do fim do prazo determinado para a prisão domiciliar, um sargento do Exército foi parado em uma blitz em Taguatinga, no entorno de Brasília. Na ocasião, os agentes interceptaram um Honda Civic conduzido por Estácio Leite da Silva Filho. Com ele havia uma pistola Glock que pertencia a Bolsonaro.