Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, não houve "falta disciplinar" no episódio que impactasse a manutenção do ex-presidente em casa Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) em prisão domiciliar — Foto: Adriano Machado/REUTERS A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou nesta quarta-feira (1º) a favor de manter Jair Bolsonaro em regime de prisão domiciliar. Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, não houve "falta disciplinar" no episódio envolvendo a apreensão de uma arma do ex-presidente que impactasse a manutenção do ex-presidente em casa. Gonet, no entanto, afirmou que a condição de Bolsonaro é incompatível com a posse de uma arma, que exige, entre outros requisitos, a comprovação de idoneidade, com a apresentação de certidões negativas de não estar respondendo a inquérito policial ou a processo criminal. Sendo assim, o chefe da PGR também se manifestou para manter o objeto apreendido. A manifestação foi feita após a Polícia Civil do Distrito Federal concluir uma investigação sobre a arma de Bolsonaro, após ela ser apreendida em 15 de junho com o sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, que atua na segurança do ex-chefe do Executivo. O equipamento foi encontrado pela Polícia Militar no assoalho do carro, durante uma blitz em Taguatinga, próximo a Brasília. A Polícia Civil indiciou o sargento por porte ilegal de arma de fogo. Eles entenderam que, apesar de o militar possuir autorização para portar o objeto, a pistola em questão estava registrada em nome de terceiro e ele não tinha autorização do seu proprietário para estar com ela. Em relação a Bolsonaro, no entanto, a Polícia Civil afirmou que o registro da arma de estava válido e não que não havia restrições. “É fato notório que foram cumpridos mandados de busca e apreensão em sua residência e arma de fogo não foi recolhida ou mesmo foi lançada restrição em seu registro. Portanto, não vislumbro materialidade e conduta dolosa de eventual crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito”, escreveu a corporação em relatório enviado ao STF mais cedo.
PGR se manifesta a favor de manter Bolsonaro em domiciliar e com arma apreendida
Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, não houve "falta disciplinar" no episódio que impactasse a manutenção do ex-presidente em casa











