0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bets — Foto: Arte/O GLOBO RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/07/2026 - 20:25 CEO da Ana Gaming critica preconceito bancário contra apostas legais Marco Tulio Oliveira, CEO da Ana Gaming, expressou indignação após ser "convidado" por um banco da Faria Lima a retirar seus investimentos, devido à sua posição na indústria de apostas regulamentada. Oliveira questionou o estigma associado a empresas legítimas de apostas, sublinhando a necessidade de um debate sobre jogo responsável e a diferenciação entre empresas legais e ilegais. A Ana Gaming enfrenta um bloqueio judicial de R$ 631 milhões, mas nega irregularidades. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O CEO da Ana Gaming, dona das bets 7K, Cassino.bet e Vera.bet, fez um desabafo no LinkedIn depois de um banco da Faria Lima “convidá-lo” a retirar todos os seus investimentos da instituição. “O motivo? Hoje ocupo a posição de CEO de uma empresa de apostas (diga-se de passagem, totalmente regulamentada)”, escreveu Marco Tulio Oliveira, que fez carreira na Localiza, na Unidas e no Banco Rural. “Toda empresa tem o direito de definir suas políticas e seus critérios de relacionamento. Essa não é a questão. A reflexão que fica é outra. Faz sentido que profissionais que atuam em empresas autorizadas, fiscalizadas e regulamentadas pelo governo federal sejam tratados como se fizessem parte de uma atividade ilegal?” Oliveira não informou o nome do banco, dizendo apenas que se trata de “uma das maiores instituições financeiras do Brasil” e cuja divisão private — leia-se, voltada a multimilionários — já o atendia havia “muitos anos”. Oliveira assumiu o cargo de CEO da Ana Gaming em fevereiro do ano passado. De acordo com o executivo, “mesmo após a regulamentação, ainda existe uma enorme dificuldade em diferenciar empresas que cumprem exigências regulatórias rigorosas daquelas que continuam operando ilegalmente”. Debate “Faz sentido que uma minoria que atua à margem da lei acabe definindo a percepção sobre um setor inteiro?”, questionou, acrescentando: “O debate sobre o setor é legítimo e necessário. Jogo responsável, proteção ao usuário e fiscalização devem estar sempre no centro da discussão. Mas me preocupa muito quando empresas que geram milhares de empregos, recolhem impostos, investem em tecnologia, contratam fornecedores e operam dentro das regras acabam sendo colocadas no mesmo grupo daquelas que atuam fora delas.” Segundo publicou o Estadão, em novembro passado, a Justiça Federal manteve um bloqueio de R$ 631 milhões em recursos da Ana Gaming e da Cactus, decretado pela Operação Narco Bet por indícios de lavagem de dinheiro. As empresas negaram qualquer irregularidade à Justiça. Representantes da Ana Gaming têm dito à imprensa que a companhia não é mais investigada no processo. Não está claro, porém, se a decisão do banco relatada pelo CEO tem qualquer relação com isso.