O país começa a presenciar os primeiros casos de sites de apostas endividados. No pior cenário, a derrocada de uma bet deixa uma trilha de calotes em clubes de futebol e na União, em razão de problemas de gestão e da intensa concorrência.

O rompimento de contratos de patrocínio é um sinal dos problemas de caixa, diz o presidente da ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias), Plínio Lemos. O outro é a venda para empresas maiores, para dar seguimento a um negócio que ficou inviável.

Os episódios ainda são pontuais frente a um mercado com 187 marcas regulares. A reportagem localizou uma empresa com cobranças na Justiça próximas a R$ 100 milhões, além de dois casos em que marcas menores foram engolidas por grupos consolidados do mercado.

Manter depósitos em uma bet endividada envolve riscos, uma vez que o setor não conta com um mecanismo equivalente ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito) dos bancos.

A regulação tenta diminuir os riscos, com regras de separação de valores dos apostadores e um depósito de segurança de R$ 5 milhões para cumprimento de obrigações financeiras. Caso tudo esteja adequado, o apostador não se torna um credor, segundo o advogado especializado em direito regulatório Sérgio Alves.