Nem só de futebol vivem as bets. Os milhões das empresas de apostas online chegaram ao financiamento de projetos na cultura, de festivais a turnês musicais, tanto como patrocínio direto, como via Lei Rouanet.
Esse rápido avanço tem preocupado autoridades, que, alertas aos possíveis efeitos danosos das bets, correm para aumentar a fiscalização e, possivelmente, secar essa fonte com uma regulação mais restrita.
Para muitos artistas, o patrocinio vem com um dilema —garantir o financiamento dos seus projetos e associar suas imagens a uma prática controversa ou rejeitar esses montantes e correr o risco de perder espaço num mercado tão competitivo.
A música é a principal vitrine hoje. Só a Superbet, a primeira a ter sido regulamentada no país, no final de 2024, já apoiou eventos como Rock in Rio, o Carnaval do Rio de Janeiro e o Lollapalooza, e afirma ter gasto quase R$ 150 milhões em patrocínio de cultura neste ano e no ano passado, nas duas principais metrópoles do país.
Com a Lei Rouanet, o montante é menor, mas ainda significativo, com R$ 11,8 milhões destinados de 2025 para cá em projetos como o Réveillon na praia de Copacabana, a Oktoberfest em Blumenau, em Santa Catarina, festas com batalha de DJs e exibição de filmes em praias do litoral paulista.










