De acordo com o ministro da Fazenda, aproximadamente 800 mil pessoas aderiram ao novo programa de renegociação de dívidas e tinham contas ativas em plataformas de apostas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta quinta-feira (13), que cerca de 5 milhões de contas estão atualmente impedidas de acessar plataformas de apostas on-line, as chamadas bets, no país. Segundo ele, o aumento do número de contas bloqueadas está relacionado à adesão ao Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas do governo que prevê o bloqueio do acesso a plataformas de apostas por um ano. “Essa atualização se dá neste momento em razão dos números do Novo Desenrola, que alcançam mais de 800 mil pessoas com conta ativa no Desenrola e com conta ativa nas bets, que fizeram opção por aderir ao Desenrola e, portanto, ficam impedidas de apostar”, disse. De acordo com Durigan, aproximadamente 800 mil pessoas aderiram ao Novo Desenrola e tinham contas ativas em plataformas de apostas. O número se soma a 1,2 milhão de pessoas que já haviam optado voluntariamente pela autoexclusão e a cerca de 3 milhões de beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que também estão impedidos de apostar nas plataformas. A jornalistas, o ministro detalhou ainda outras atualizações sobre a atuação do Ministério da Fazenda no mercado de apostas. Uma delas é a ampliação da transparência dos processos de autorização das empresas. Desde quarta-feira (12), estão disponíveis documentos relacionados aos processos de autorização de 85 empresas habilitadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) a explorar apostas de quota fixa no Brasil. Ao todo, são mais de 2 mil páginas com pareceres técnicos sobre habilitação jurídica, análise de idoneidade e origem dos recursos, além de documentos sobre o pagamento de outorga e relatórios finais de análise dos processos. Durigan também comentou as operações realizadas nesta quinta-feira contra empresas ligadas ao setor de apostas. Segundo ele, a Fazenda adotou uma medida cautelar que suspende a atuação da Pixbet, uma das empresas investigadas pela Polícia Federal (PF). Mais cedo, a Polícia Federal cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em cinco Estados em uma operação contra um grupo suspeito de evasão de divisas e lavagem de dinheiro relacionada a apostas esportivas por meio da plataforma Pixbet. Um dos alvos da investigação é o advogado Nelson Wilians, suspeito de atuar para a Pixbet. Como mostrou o Valor, as investigações da PF rastrearam repasses de R$ 37,8 milhões da Pixstar, offshore sediada em Curaçao, para o escritório de Wilians. A suspeita é de que o escritório tenha sido utilizado para lavagem de dinheiro e ocultação de bens de envolvidos no esquema de bets ilegais. Segundo as investigações, conduzidas em conjunto com a Receita Federal, o grupo teria remetido valores ao exterior e utilizado o escritório de Wilians, além de outras estratégias, como o uso de contas-bolsão para trazer o dinheiro de volta ao Brasil. Ao ser questionado sobre os gatilhos previstos no projeto de lei complementar (PLP) dos combustíveis para conter o crescimento das despesas vinculadas em caso de deterioração das contas públicas, Durigan afirmou que as medidas não afetarão os recursos destinados à saúde e à educação. “Não afeta, não tem prejuízo às medidas de saúde e educação, que foram enviadas e fortalecidas neste governo. Não há nenhum prejuízo nesse tema”, declarou. “Para o ano que vem, o que nós garantimos é um aumento ainda maior, para além dos R$ 100 milhões, com o orçamento recomposto”, acrescentou. Dario Durigan, ministro da Fazenda — Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo