Se dependesse da abstinência de álcool, os EUA estariam hoje prestando contas ao rei Charles. Em outras palavras, é o que afirma o livro "Cocked and Boozy: an Intoxicated History of the American Revolution", lançado nos calcanhares deste 4 de julho, quando se comemoram os 250 anos da independência dos Estados Unidos.
A tradução do título é mais ou menos "Bêbado e Pinguço: uma História Embriagante da Revolução Americana". No livro, a historiadora Brooke Barbier destrincha os hábitos etílicos dos fundadores da nação e revela fatos curiosos do processo emancipatório (dizia-se que a libertação do jugo colonial foi concebida entre um barril e uma tigela de ponche).
Todos os heróis daquele momento tinham relação estreita e constante com a nobre pisação de jaca. Como bebiam ao conspirar contra a coroa britânica, pode-se dizer que bebiam com responsabilidade.
Antes de se tornar estátua equestre e o primeiro presidente, George Washington já usava o álcool como arma: ofereceu galões do destilado caribenho para convencer eleitores na disputa por um cargo legislativo. A prática era comum na época. Votava-se com a consciência cambaleante sem perder o rebolado.
O ícone da nota de um dólar também foi dono da maior destilaria dos EUA do século 18. Produzia uísque de centeio, diferente do escocês e do bourbon, que começava a ganhar terreno a oeste, no Kentucky, onde o milho brotava facilmente. Os barris de Washington vendiam como água.















