Ontem, há 250 anos, o Ocidente começou a percorrer uma de suas maiores mudanças. Reunidos na pequena cidade de Filadélfia (menos de 40 mil habitantes, como o Rio enquanto Beijing tinha 1 milhão), representantes das 13 colônias inglesas da América do Norte assinaram a Declaração da Independência de um país que viria a se chamar Estados Unidos da América. Naqueles dias, não sabiam quantos eram, como ganhavam a vida, nem se poderiam ser autossuficientes. Eram mais ricos, mais altos que os europeus (de 5 a 8 centímetros) e mais férteis.
Hoje esse é um texto sacralizado, mas só começou a ser festejado depois de 1812.
Anos depois, em 1789, um volume com uma coletânea de documentos dos "americanos ingleses" foi encontrado com o alferes Joaquim José da Silva Xavier e encorpou as provas da militância sediciosa que levaria Tiradentes ao patíbulo.
No Federal Hall, a nove quilômetros do estádio onde a seleção francesa enfrentou a do Paraguai, 56 pessoas discutiam um texto.
Desde o início de junho, perto dali, numa pensão, Thomas Jefferson, o caçula da assembleia, de 33 anos, trabalhava no texto da Declaração. Com ele estava Robert Hemings, seu criado escravizado de 14 anos, filho natural de seu sogro, pai de sua falecida mulher. Era irmão de Sally, com quem mais tarde Jefferson teria quatro filhos.













