Agências da ONU e organizações da sociedade civil estão coletando doações Moradores entre os escombros de um edifício que caiu durante os terremotos em La Guaira, Venezuela, em 30 de março de 2026 — Foto: AP Foto/Ariana Cubillos Uma semana após dois terremotos devastadores, a Venezuela segue buscando por sobreviventes e cuidando dos feridos. Alguns países, inclusive o Brasil, já enviaram suprimentos e equipes de apoio para ajudar nos resgastes. Cerca de 6,4 mil pessoas foram resgatadas dos escombros, mas ao menos 1.943 pessoas morreram na tragédia, segundo dados registrados nesta terça-feira. O número de feridos passou dos 10,5 mil e uma estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU) aponta pelo menos 50 mil pessoas desaparecidas. O que o governo brasileiro fez? O Ministério das Relações Exteriores informou que, desde os terremotos ocorridos, já realizou quatro voos humanitários à Venezuela. No dia 26 de junho, foram enviados 36 bombeiros especializados em busca e resgate urbano, além de seis cães farejadores, três integrantes da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC), do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), e quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O segundo voo humanitário partiu na manhã de 27 de junho, transportando Hospital de Campanha da Marinha do Brasil, 48 profissionais para operação da unidade de trauma do Hospital, além de 100 purificadores de água com painéis solares, com capacidade de produção de 5 mil litros de água potável por dia cada. O terceiro voo, que também partiu em 27 de junho, levou medicamentos e insumos de saúde suficientes para atender cerca de 1,5 mil pessoas durante um mês, além de um módulo complementar para a instalação do hospital de campanha. Outros 35 bombeiros militares partiram no dia 28 de junho levando equipamentos e mantimentos para uma missão de 15 dias na Venezuela. Segundo comunicado publicado em 29 de junho, as equipes brasileiras já ajudaram no resgate de duas pessoas vivas. Unicef Além dos trabalhos regulares na Venezuela, a Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) oferece água segura e suprimentos de higiene, apoio a serviços de saúde, proteção de crianças, oferta de apoio psicossocial, criação de espaços temporários de aprendizagem e entrega de suprimentos essenciais. “Sem água segura e higiene adequada, aumenta o risco de doenças transmitidas pela água, como a cólera, especialmente entre crianças pequenas. Restaurar o acesso à água segura e ao saneamento é uma das primeiras prioridades da Unicef durante emergências”, escreve a agência. É possível fazer doações pelo site da Unicef, que serão destinados a kits de primeiros socorros, kits de higiene e caixas de alimentos. Acnur A Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) está recebendo doações únicas pelo seu site. A instituição sugere alguns montantes, mas é possível doar qualquer valor. Também é possível programar doações mensais para quem deseja realizar um apoio de médio ou longo prazo. Segundo a Acnur, uma doação de R$ 125 ajuda uma família de até cinco pessoas. Os valores são destinados para a oferta de abrigo, água e proteção para pessoas forçadas a fugir. “Nossas equipes estão no local, prontas para apoiar a resposta emergencial, mobilizando assistência e distribuindo suprimentos de emergência disponíveis para atender às necessidades que crescem rapidamente”, escreve a Acnur Redeven A Rede Venezuelanos no Brasil (Redeven) reuniu uma série de organizações da sociedade civil para divulgar informações, reunir doações e cadastrar voluntários. A entidade também disponibilizou uma chave pix para quem desejar enviar alguma quantia monetária. Em suas redes sociais, a Redeven divulgou uma série de locais que estão coletando doações ou que estão servindo como ponto do apoio para venezuelanos que moram no país. CAAD O Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia (CAAD) lançou uma campanha de arrecadação para auxiliar no acolhimento e proteção de mulheres, crianças e idosos. A entidade receberá doações via Pix até o dia 24 de julho e extratos bancários serão publicados nas redes sociais para garantir a transparência da arrecadação.
Como ajudar a Venezuela? Confira quem está recebendo doações
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